Soraya Leite – Assessora de Comunicação 

O dia a dia do povo simples do interior, sua cultura e seus costumes, está sendo retratado na exposição “Ressignificando – Idas e Vindas”, do artista Jackson Lima, 55 anos.

A mostra, que conta com o apoio da Prefeitura de Limoeiro de Anadia e  curadoria de Alice Barros e Roberto Dorta, foi aberta na quarta-feira (21), na Escola Municipal Maria Júlia Ferreira de Albuquerque, com a presença da subsecretária de Cultura do município, Sidirlene Vieira, além de artistas da terra e pessoas ligadas ao setor cultural de Maceió e Arapiraca. A encenação teatral da atriz e cineasta arapiraquense Diane Teles emocionou os visitantes.

Jackson Lima foi um dos  contemplados no Edital Prêmio Vera Arruda, lançado em 2020, pelo Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Cultura). A exposição conta com financiamento da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, via Lei Aldir Blanc, de incentivo aos profissionais que tiveram suas atividades impactadas pela pandemia da Covid-19.

Trinta peças de pequeno, médio e grande porte contam a história de Limoeiro de Anadia e retratam a rotina do povo simples do interior, desde a labuta diária de uma dona de casa ao trabalho árduo do cortador de cana, do agricultor e do pescador. A religiosidade, a natureza e as tradições culturais da cidade, como o Quilombo, também estão representadas na obra do artista.

“O trabalho de Jackson Lima é motivo de muito orgulho para nós. Com todo seu talento e criatividade, ele eleva o nome de Limoeiro de Anadia para o mundo, mostrando a riqueza da nossa arte’, disse a secretária municipal de Cultura, Patrícia Celestino.

De estilo único, Jackson Lima dá vida a diversos personagens usando material reciclável doado por admiradores de seu trabalho, como papel, vidro, ferro, madeira, tecido, embalagens plásticas, e os que são descartados indiscriminadamente na natureza, unindo arte, sustentabilidade e consciência ambiental. Além da escultura, o artista também dedica seu talento à pintura e ao desenho.

Suas esculturas, que possuem a aparência de metal envelhecido, já ultrapassaram os limites de Limoeiro de Anadia e ganharam o país e o mundo, graças à originalidade das peças. Jackson Lima é presença constante em feiras e exposições regionais, estaduais e nacionais. Ele também tem obras espalhadas no exterior, como Alemanha, Irlanda e Portugal. Em breve, as peças “O Pequeno Príncipe”, “A Camponesa” e “O Homem do Campo” serão expostas em Paris, na França.

Jacksom Lima explica que as esculturas pensadas para essa exposição buscam retratar um pouco da história do povo simples de Limoeiro. “Nos meus personagens sempre mostro a beleza da vida do interior, o agricultor, o pescador, as lavadeiras de roupa, o cortador de cana, o carro de boi, a mulher cozinhando no fogão à lenha ou carregando água. Tudo isso remete a minha infância. Foi o que sempre me chamou a atenção e acabou se tornando o ponto forte do meu trabalho” , explicou. “Então, quando eu ganhei o edital da Lei Aldir Blanc pensei em reunir todos esses elementos e compor um cenário único que falasse um pouco da minha cidade”, completou o artista.

A exposição prossegue até o dia 22 de agosto, de segunda a sexta, das 10h às 12h e das 14h às 16h. Devido à pandemia da Covid-19, a visitação deve ser agendada previamente pelo telefone (82) 98121-8720. O uso de máscara é obrigatório.