Moeda Livre e Renda Melhor inserem o Município no mapa das iniciativas de impulsionamento da Economia Solidária e combate à pobreza no país

Com população de pouco mais de 28, 6 mil habitantes, e mais de 92% voltada à agricultura familiar, o município alagoano de Limoeiro de Anadia tem se consolidado em todo o país e se tornado referência nacional em política pública, ao enraizar uma iniciativa de economia solidária que já tem produzido efeitos concretos na população. Trata-se da tríade que inclui a Moeda social eletrônica Livre, o Banco Comunitário, e o programa social municipal Renda Melhor.

O projeto, impulsionado pela Prefeitura de Limoeiro de Anadia em parceria com a Universidade Federal de Alagoas, foi lançado depois de quase dois anos de estudos, visitas e reuniões com diversas entidades, inclusive em outros estados. O Banco Comunitário de Desenvolvimento de Limoeiro de Anadia foi incubado pela Incubadora Tecnológica de Economia Solidária (Ites), da UFAL, e hoje é coordenado por membros da sociedade civil. É o BCD quem administra a moeda social Livre, moeda eletrônica que circula exclusivamente em Limoeiro, e integra a rede de bancos comunitários conectados através do Instituto E-Dinheiro. Em todo o país, há 103 Bancos Comunitários, espalhados por 21 estados brasileiros.

Neste mês de junho, o prefeito Marcelo Rodrigues participou do Encontro Nacional da Rede Brasileira de Bancos Comunitários, realizada pelo Instituto E-Dinheiro, junto a autoridades nacionais em renda básica, como é o caso do ex-senador e atual vereador por São Paulo, Eduardo Suplicy (PT), e também do secretário de Economia Solidária de Maricá-RJ, Zé Carlos.

Na oportunidade, Suplicy cumprimentou o prefeito: “Quero cumprimentar o Marcelo Rodrigues Barbosa, prefeito de Limoeiro de Anadia, que quero conhecer logo quando acabar essa pandemia, para ver de perto o progresso da sua cidade, do seu município. Pouco mais de 28 mil habitantes, mas se trata de um formidável exemplo. A Renda Melhor é um melhor caminho de concatenar a moeda social, o banco comunitário, e ate chegar a renda básica da cidadania”.

Arenda básica volta a se evidenciar como assunto nacional, diante do aumento da pobreza e da desigualdade no país, reforçando a necessidade de que as pessoas tenham uma condição mínima de existência com dignidade e autonomia. Neste ponto, Limoeiro de Anadia segue como um dos exemplos no país de município pequeno que tem impulsionado o início dessas medidas, a partir de toda uma assistência tecnológica da UFAL, da metódica organização econômica e disposição da administração pública, e de engajamento social da sociedade civil.

Além de uma moeda social eletrônica própria do município, a Prefeitura também inseriu um programa social – o Renda Melhor – destinado às famílias inseridas no Cadastro Único e que se encontram nos maiores patamares de vulnerabilidade. Assim, estas famílias recebem mensalmente uma quantia de R$ 70 gasta dentro do próprio município, investindo no comércio local e fortalecendo a economia. Assim, famílias limoeirenses, produtores, comerciantes e feirantes locais e o próprio município, de modo geral, se beneficia com a arrecadação.

Diante da pandemia do Coronavírus, o isolamento social impôs mais um desafio para as famílias, com as crianças sem aula, o aumento nos custos em casa, e muitas vezes a falta de trabalho. A Prefeitura então viabilizou recursos para mais uma política social. O Benefício Emergencial (BEM) é voltado às famílias também inseridas no CadÚnico, mas que não estão inclusas no Renda Melhor, e também é depositado através moeda Social Livre, possibilitando que mais recursos passem a circular internamente.

O propósito de todo o programa, que inclui Banco Comunitário, Moeda Social Livre e programas de renda básica, se coloca mais evidente em momentos de crise como esta, por agir exatamente em g pobreza e a desigualdade social, ao tempo em que injeta recursos que se destinem à economia local. Mais do que isso, o objetivo é iniciar uma cultura de sustentabilidade e independência econômica, através da mútua cooperação entre produtores, feirantes e famílias limoeirenses.