Um pedacinho da festa junina de porta em porta. Idosos e idosas que participam do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) foram surpreendidos nas portas de suas casas com muito forró e animação, nesta sexta-feira, 26 de junho, pelo projeto “Ai que Saudade d’Ocê”, realizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, através do CRAS.

De acordo com a secretária municipal de Assistência Social, Ana Paula Barbosa, a ideia surgiu a partir da preocupação com a situação vivenciada por muitos idosos que hoje se veem em situação de isolamento. “Ficamos preocupados tanto com a doença como também porque eles agora ficam muito tempo em casa. Eles gostam muito de forró no São João e de festa em geral, e pensamos em não passar em branco totalmente. Conversei com a equipe do CRAS, o oficineiro e o orientador social e coordenadora do CRAS estão indo para frente da residência do idoso, cantam uma música de forró e ficam na frente acompanhando o momento, com todo o distanciamento”, relatou.

“Esses momentos vão quebrando isso e deixando eles mais animados. Tanto é que decidimos que, mesmo depois das festas juninas, vamos continuar realizando essas visitas na porta de casa, com distanciamento mesmo de longe, mas que possam ver as técnicas, os oficineiros, para mantermos o vínculo”, afirma.

“Nesse período de quarentena, é necessário que incentivemos para que todos fiquem em casa e se cuidem. No entanto, também temos a preocupação com os nossos usuários idosos, para que não se sintam sozinhos e desanimados”, relatou a coordenadora do CRAS, Juliana Ribeiro “Como não tem sido possível nossos calorosos e afetuosos encontros no CRAS, decidimos visitá-los de uma forma que fosse segura para todos. Mesmo sem podermos nos abraçar como de costume, podemos transmitir nosso carinho, cuidado e para matar a saudade”, conta.

A música ficou por contado oficineiro Eribério, que trazia os melhores sons de forró. “Sentíamos gratidão nos olhares emocionados, nas palmas e nos sorrisos escondidos pelas máscaras, mas que acompanhavam as letras das músicas e davam dois passinhos pra cá e dois passinhos pra lá no ritmo. É importante o acompanhamento dos nossos usuários e o fortalecimento dos vínculos, principalmente em um momento de tantas fragilidades”, avaliou.

Neste primeiro dia, a ação foi realizada no centro de Limoeiro e em Genipapo, mas deve se estender ao longo da próxima semana em diversos outros povoados. A ideia é abranger o atendimento a todos os idosos vinculados ao Serviço de Convivência.

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